A pesquisa Anova/PB Agora, divulgada na última terça-feira (8), apresenta um cenário favorável à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) já no primeiro turno das eleições de 2026.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lucas Ribeiro aparece na liderança com 43,4% das intenções de voto. Na sequência estão Cícero Lucena (MDB), com 18,2%, e Efraim Filho (PL), com 12,1%.
Considerando apenas os votos válidos, a vantagem do atual governador aumenta. Lucas Ribeiro chega a 58,3%, enquanto Cícero Lucena aparece com 24,4% e Efraim Filho com 16,2%. Pedro Coutinho registra 0,7% e Camilo Duarte, 0,4%.
Nesse cenário, Lucas Ribeiro ultrapassa, sozinho, a soma dos percentuais atribuídos aos demais candidatos, o que aponta para uma possível definição da disputa ainda no primeiro turno.
A Anova, antiga Datavox, é o primeiro instituto a projetar uma eventual vitória de Lucas Ribeiro no primeiro turno. O instituto também realizou pesquisas durante as eleições de 2018, quando apontou o cenário que terminou com a eleição de João Azevêdo.
Outro dado que chama atenção é a proximidade entre os percentuais. Em 2018, João Azevêdo foi eleito com 58,18% dos votos válidos. Agora, a conversão da pesquisa Anova aponta Lucas Ribeiro com 58,3%.
A coincidência, no entanto, não significa que o resultado de 2018 será necessariamente repetido em 2026. O dado serve apenas como referência para dimensionar o atual cenário eleitoral, que coloca o governador em posição de vantagem.
Para os grupos de oposição, o desafio inicial é justamente garantir que a disputa avance para um eventual segundo turno, diante da vantagem apresentada pelo atual governador na pesquisa.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 3 e 5 de setembro, em 70 municípios paraibanos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o número PB-01471/2026. Os percentuais de votos válidos são resultado de uma conversão das intenções de voto declaradas pelos entrevistados e, portanto, podem sofrer alterações até o período eleitoral, especialmente diante da definição dos candidatos, dos eleitores indecisos e de possíveis mudanças nas preferências do eleitorado.
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